Coquetel Molotov

 

Sensacional. Mas como você já deveria estar acostumado, nada é 100% no meu mundo. Então lá vai a minha profunda análise do evento.

 

Porque foi bom?

 

    Mallu Magalhães – a qual eu sou fã declarada - provou que é realmente uma excelente música. Ao vivo ela deu um verdadeiro show. Pelo menos em minha opinião, porque aqui em Recife, há muitas pessoas que deveriam tentar serem críticos musicais. É o tipo de profissão ideal para músicos ruins e frustrados que não conseguem fazer sucesso, e nem ao menos são bons, e falam mal dos artistas bem providos de talento. E está aí uma coisinha que essa Mallu tem. Como é que uma garotinha de dezesseis anos consegue fazer o teatro inteiro se remexer na cadeira. Ou era só eu que estava pulando? Eu deveria ter me levantado mais cedo, como fizeram muitas pessoas, e ido assistir o show em pé e de perto. O momento auge do show foi quando subiu ao palco o Marcelo Camelo (ex-vocalista dos Los Ermanos). A platéia parece ter sido abduzida ou algo muito parecido. Todos cantaram ‘Morena’ a plenos pulmões. Eu não sei se a euforia de estar em um bom show aqui em Recife anuviou a minha cabeça, mas eu realmente não tenho outra palavra para descrever o show da Mallu. Logo deixo o sensacional.

    Final Fantasy também me deixou entorpecida. Eu esperava mais uma banda para completar a noite e não uma grande atração. Eis que surge um cara muito lindo, canadense, com um violino e um teclado minúsculo. Perguntei-me o que seria aquilo. Um artista experimental? A resposta me fez ficar de boca aberta, assim como todos os presentes. Ele mandou muito bem com sua música neo-classista e eu adorei. Virei fã! A voz, o violino, o tecladinho que fofo! Um verdadeiro artista! Era disso que eu estava precisando para melhorar minha sensibilidade. Dizem que sou insensível. Que calúnia...

    Peter Bjorn and Jonh, não é assim o meu estilo de banda favorita, mas eles também me surpreenderam. Sabe aquele tipo de música que te faz querer dançar como nos filmes? Pois bem. Eles podem ser adicionados facilmente a esta categoria. Quanto às letras eu não sei. Ainda não tive tempo de examina-las. Porque as pessoas costumam criticar o meu gosto por bandas internacionais. O que elas não vêem é que eu não gosto delas pelo fato de serem de fora, eu simplesmente me identifico com as melodias, as letras o estilo. É fato. O Brasil é muito rico sim em matéria de música. Mas vamos filtrar todas àquelas que eu considero ‘nojentas’. Sobra pouca coisa nova. E o que resta é categoricamente insuficiente para mim. Fato. Voltando ao assunto... Um dos vocalistas parece mesmo com o Dave Grohl. E eles tinham presença de rock stars! A-d-o-r-o! Ganharam-me quando deram o pulinho com a guitarra. Lembrei de Back to the future quando o Marty McFly se apresenta no colégio dos pais. Sensacional! A-há!

 E é por isso e outras coisinhas que foi muito bom. Fim. A-há! Peguei você! Só eu mesmo para te poupar das partes ruins! Se você não quiser se aborrecer com a minha falta de tato com as pessoas que me cercam, pode parar por aqui. Mas se você é como eu, curioso, prossiga e seja feliz. Ou infeliz, tanto faz.

   

Porque foi ruim?

 

   Eu tive a brilhante idéia de trocar minha melissa por uma sapatilha. Péssima idéia. Fez um calo e tanto e me incomodou a noite inteira. Isso acarretou no começo do meu mau humor. Ele foi crescendo mediante aos fatos ocorridos durante a noite. Alguns amigos insensíveis ao meu estado – uma semi-manca -, que ficavam andando e mudando de lugar nas cadeiras a todo o momento. Amigos que queriam muito desrespeitar as regras de um lugar sagrado e mágico como um teatro. Amigas que nem se quer queriam ir ao show e que quando lá, viram super fãs dos artistas e decidem até conseguir pulseira vip e entrar no camarim, como não? Se for linda, brasileira, irresistível e sabe irritar um segurança até ele ceder? Num momento em que deveríamos estar chamando um táxi para voltar para casa porque afinal de contas, o show acabou e logo, logo o lugar vai ficar vazio e perigoso. Também tem aqueles que – como a senhorita eu-sou-linda-irresisitivel-brasileira-e-entrei-no-camarim-e-tenho-uma-merda-de-umapulseira-verde-agora-baba – ficam fugindo das minhas vistas à procura de pseudo-famosos para fotografar.

 Há as primas pentelhas que estão ali para lhe enlouquecer e lhe afogar em vergonha. Há também a amiga sem noção e pseudo-bêbada! Essa não é pior do que a senhorita eu-sou-linda-irresisitivel-brasileira-e-entrei-no-camarim-e-tenho-uma-merda-de-umapulseira-verde-agora-baba pelo simples fato de não conhecer todos os traços do meu humor instável e saber que eu me irritaria com suas atitudes infantis. Mas ainda assim, a pseudo-bêbada deu trabalho. Afinal, ela dormiria em minha casa! Chegaria com hálito de vinho e minha mãe descontaria tudo em mim. Mas ela pensou nisso antes de fugir do show, se empanturrar de vinho com um ‘amigo’ e ser encontrada totalmente fora de si? Não. Aliás, totalmente nada! Conheço-a muito bem para afirmar que metade era teatro. Porque ser uma bêbada comportada quando você pode matar os outros de vergonha, estourar seu próprio celular no chão e gritar “Azoubel” para todos os lados?

 Pois bem, que fiquem chateados comigo! Se é que vão ler esse post. Mas eu não me arrependo de nada que eu disse aqui. Seja qual for o ‘amigo’, meu sincero foda-se!

 

Rabiscado por Mari Alves à³ 19h04
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• Mrs. Brightside

Mariana Alves, 18 anos, Recife, 2° período de pedagogia na UFPE. Perfeccionista, por vezes egocêntrica, por outras solidária, assumidamente viciada em moda, livros, música, filmes e séries de TV voltados para jovens. Controladora, medrosa, quando de bom humor metida à comediante, ajuizada até demais, portadora da síndrome de Peter Pan, realista, exigente, eclética dentro do possível, aluna meio termo, metódica e, embora não aparente, muito feliz.

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  Desde fevereiro de 2008. Primeiramente, com a função de armazenar todas as minhas idéias, frustrações, esperanças e sonhos. Essa função trouxe problemas graças à acidez da narradora - cof eu cof – em seus relatos. Agora comento vagamente sobre o meu cotidiano e sobre os assuntos que mais me interessam. E ponto. O nome é inspirado no título O Estranho Mundo de Jack, versão brasileira para The Nightmare Before Christmas, do genial e adorado por mim, diretor de cinema, Tim Burton.

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A atual versão do blog é uma homenagem àquela que inspira milhões de mulheres em todo o mundo, mesmo depois de sua morte. "Audrey Hepburn nasceu em Bruxelas no dia 4 de maio de 1929, filha de uma baronesa holandesa e de um executivo anglo-irlandês. Seu nome na certidão de nascimento era Audrey Kathleen van Heemstra Ruston. Quando completou três semanas de idade, adoeceu de coqueluche e o coração parou, mas sua mãe determinada a ressuscitou, dando-lhe umas palmadas. Embora fosse só um bebê, Audrey deve ter aprendido uma lição naquele dia porque, pelo resto de sua vida, mesmo quando estava doente, ela viveu da forma mais plena. Sempre que me sinto dominada pelas pressões de minhas provas dos cursos avançados ou por minha agenda puxada, penso em Audrey e me sinto inspirada. Acredito que, se nos dedicarmos e trabalharmos muito por um objetivo, seremos recompensados". ( Blair Waldorf, Ensaio da Proposta para a Universidade de Yale 18 de dezembro. / Gossip Girl ) As outras versões do blog foram chamadas de purple sky, broccoli, take me to the hospital e let the flames begin. Porque batizar as coisas é uma mania minha.

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